sábado, 26 de fevereiro de 2011

Rir e sorrir

Sou uma pessoa alegre. Feliz, nem sempre. Mas é muito fácil me fazer sorrir. Mais fácil ainda é me fazer rir.
Eu começo a rir de/por qualquer coisa (ou as vezes de nada). Não tenho vergonha de rir no meio da rua, simplesmente por um pensamento engraçado que apareceu na minha cabeça; ou aquela parte especial da música; ou ver alguém fazendo algo errado.

Adoro sorrir também, embora ultimamente tenha ficado mais difícil.

A diferença pra mim está aí. Você consegue rir sem estar feliz. mas aco que um sorriso sincero tem que ter algo a mais. Felicidade, admiração, apreço, carinho, amor.

O riso é uma demonstração de alegria. O sorriso é felicidade.
Pra mim. Minha insignificante opinião.

Eu consigo sorrir em qualquer lugar e a qualquer momento. Se é um sorriso sincero é outra coisa.
Tem gente que percebe. Engraçado.
Eu acho que todos poderiam perceber, ou percebem. Mas é mais cômodo fingir que n~~ao viu o lampejo da tristeza passar pelos meus olhos. Fingir que estou feliz de verdade parece que deixa os outros felizes também.
E quem sou eu pra destruir a felicidade de alguém?!
Uma pessoa só destrói a sua felicidade se você deixa.

Gosto de ser sincera. Quando perguntam:
"Tudo bem?"
eu sempre quero responder:
"Na verdade não. Está acontecendo tanta coisa e nada ao mesmo tempo. Estou tão perdida."
Mas as pessoas não gostam de sinceridade. E convenhamos, ninguém tem nada a ver e nem se interessa pelos meus problemas. É mais fácil pretend com um simples:
"Tô bem, e você? ;)"


Tem gente que tem que me aguentar. Falo mesmo. Não to bem, quero contar dos meus problemas e a galera tem que ouvir. Galera. Não... poucas pessoas. Podem não se importar, mas me ouvem. E isso já é bom.

São as mesmas que me fazem rir sempre.

Podem não saber, mas são fundamentais...
São as que me fazem sorrir.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Chove chuva

E começou com uma chuva inesperada. Chuva torrencial, com gotas grandes e intensas e vento. Na saída da faculdade.
Com um detalhe: camiseta branca.

Fui na chuva, óbvio. E lá sou eu de ficar de mimimi e com medo de me molhar? Logo eu que adooooro uma chuva e me molhar? Não sou de açúcar, embora seja um doce, my dear xD
Mas camiseta branca...?! xiiiiiiiiii...

Nem liguei. Sai na chuva e fui que fui. Escutei um "Nooossa, uma gatinha tooda molhadinha... Prazer, Fábio." Acho que era isso, Fábio. Dane-se. Nem olhei. E cheguei ao meu destino.
OK.
Foi quando percebi que a coisa tava um pouco pior do que eu pensava. Aeee, fiz a festa da galera, uhuul. Nem ligo... Tava com um sutiã/top. Não tava ligando mesmo. E fui tranquila pegar ônibus.

Aí comecei a pensar. E cheguei a conclusão que não tenho muito pudor. Nem pra falar, nem pra me expressar. Eu mantenho certo nível pela sociedade, mas por mim...? Sutiã e biquini são quase a mesma coisa. Que mal há?

E estava pensando nisso. Em fazer um texto sobre sutiãs e meu pudor. Reativar meu blog, sabe como é. Mas cheguei ao centro de São Bernardo. Depois daqueeeeela chuva.
Já tinha visto fotos, visto na TV, vídeos, relatos... mas foi a minha primeira enchente.
Fiquei eufórica. Achei divertidíssimo ficar presa por causa da enchente. Eu não estava no meio dela. Eu estava dentro do ônibus. Sentada.

Registrei o ocorrido:


A qualidade está péssima, o vidro estava molhado e a resolução do meu celular é uma bosta pra fotos escuras. Enfim. Tinham pessoas subindo na grade no terminal.

Não era OH MAS QUE ENCHENTE DEVASTADORA!, tava mais pra O PIOR JÁ PASSOU E A ÁGUA TÁ BAIXANDO.

E tinham carros passando. MOTOS passando.
E o motorista do ônibus esperando. Depois descobri porque.

As vias normais estavam inundadas totalmente.
E o jeito foi passar pela linha do trólebus, que é mais alta, já que fica em cima do córrego canalizado. Que é o que faz encher e dar a enchente.

Legal né?!


Pegar o ônibus 22h30 no Rudge Ramos e chegar em casa 00h15. Foi o TOP NA BALADA desses últimos tempo.

A primeira enchente a gente nunca esquece. A minha foi dia 22/02/2011.
Dia 22... me lembra alguma coisa.
Mas eu não quero lembrar disso. Não posso.

E o post sobre pudor e sutiãs fica pra depois ;)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Bela e a Pauta

Era uma vez uma garotinha que foi fazer a entrevista dos sonhos no final do ano passado. Chegou, deslumbrada, após duas fases de um processo seletivo duro e com muitas pessoas, ao prédio da Editora Abril.

Foi encaminhada para a redação da revista Ana Maria.

Durante a entrevista, uma das editoras da revista pediu que ela sugerisse uma ideia de pauta que achava que combinasse com aquele tipo de editoria. Não demorando nem um minuto pra pensar, disse: "Nunca vi nenhuma revista dar dicas de esmaltes para pessoas pensando no tom de pele delas, nem todos os esmaltes ficam bem em todas as mulheres. Seria legal falar sobre o esmalte certo para cada tipo de pele!"

A editora adorou. Fez um escarcéu. Disse que nunca tinha pensado naquilo. Que era uma boa pauta.

Chegando em casa, a garotinha eufórica conta para a mãe sobre a entrevista. A mãe acha a idéia da pauta um pouco fraca. Acha que sua filha poderia ter pensado em algo mais elaborado.

ENFIM

Mas a BRILHANTE garotinha não passou na entrevista. Ficou triste. Decepcionada consigo mesma.

Mas ENFIM, a vida tinha que continuar!

Ao chegar em casa certa noite (cerca de 2 meses depois), encontra um exemplar da revista Ana Maria pousado em cima de seu travesseiro. Ela não dá importância. Nem repara na capa da revista direito.

Mas a mãe da boba garota, pede para ela pegar o exemplar da tal revista e olhar, REPARAR, na capa.

EIS QUE ela se depara com a seguinte chamada em um canto "O ESMALTE ideal para cada tom de pele!" circulado, a caneta, pela sua própria mãe.

Ninguém viveu feliz para sempre. Muito menos FELIZ.

E FIM

O choque foi o suficiente.